É nessa época do ano que a cafonice presente dentro de cada ser de escritório desabrocha na sua horripilante exuberância. É a época de empotocar a seção de festões e luzentes bolas de Natal, arvorezinhas, pisca-pisca, guirlandas cheirando a naftalina. Porcarias que vêem a luz do dia (ou a luz mortiça das lâmpadas flourescentes) um mês por ano. Brilhos, purpurinas e papais-noéis vem entupir os corredores normalmente assintomáticos dos escirtórios. Coisa de dar convulsão de luzes e colorido. Nem mesmo as inócuas plantas de corredor (aquela cheflera vagabunda e a samambaia desbotada) escapam de serem abichalhadas sem sequer poder expressar consentimento. Por esses e outros motivos, o Natal nos escritórios e repartições, costuma ser uma época miserável, pois continuam acontecendo as traições e rasteiras de sempre, mas sob o reflexo benfazejo das luzes natalinas.

1 Comentário
Dezembro 8, 2009 às 1:47 pm
Ola
Concordo com voce, mas nao deixe a amargura tomar
conta da sua vida,pois ja deu para peceber que voce é uma pessoa muita sensivel (epiderme da alma)